Ensaio, peça e cena
Não entendo nada de teatro, nunca atuei efetivamente e provavelmente nunca o farei num mundo real, mas pensando em tudo que escrevo sinto-me uma eficiente atriz. Sinto que esse espaço, onde recebo meus visitantes, é apenas meu palco.
E ainda nessa alusão ao mundo teatral completo os elementos: eu sou a atriz-roteirista-diretora e quem me lê os meus ditos variados é minha platéia tão querida. Escrever é deixar que as cortinas se abram para o número que pretendo mostrar. São uma ou duas horas de dedicação para que a apresentação seja algo que se valha a pena de ver/ler - e nem sempre é.
As outras 22 horas que compõem meu dia, eu passo nos bastidores. É lá que realmentes está a minha vida. É lá que encontro o material que preciso para montar minha apresentação quase diária. É lá que estão os outros personagens que dividem o palco comigo quando canso dos meus monólogos. E é atrás da cortina que as pessoas realmente me conhecem e sabem quem eu sou, onde não tenho máscaras nem disfarces, onde simplesmente sou uma pessoa comum tendo uma vida comum.
Não quero que acreditem que sou apenas o que escrevo, pois não sou. Aqui, sou personagem moldado, muitas vezes melhorado e tantas outras piorado. Não se alegre em ver minha tristeza nem se incomode com minha felicidade teatral. Eu posso estar apenas deixando rolar lágrimas de crocodilo ou escondendo a dor atrás de um riso. Não me confunda com uma tola por fazer as vezes de um palhaço no picadeiro, afinal quando faço isso é proposital e se o faço é para fazer rir, e só.
Tenho mania de brincar com as verdades transformando-as em mentiras. Quero sempre confundir o meu público para que ele fique desconfiado, intrigado, curioso. Tento sempre montar a cama de gato para que se percam nesse pedaço de vida escrito e não saim mais daqui.
E não, não se trata apenas de uma farsa. Seria simples demais para alguém de tantas contradições como eu. Considere um misto da vida como ela é com pedaços de floreios de quem tenta deixar um conto mais gracioso.
Afinal, eu não vivo uma mentira, apenas tento transformar uma vida num espetáculo digno ao meu público.
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Renata **LindaRe**
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10h41
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Renata explica
Uma vez, a Ste - que trabalha comigo - me perguntou qual a diferença entre Supervisor e Coordenador.
E eu, com toda a lógica que me foi dada na hora de meu nascimento, em tom sóbrio e sério expliquei:
- Ste, a diferença é que o coordenador coordena e o supervisor supervisiona. Entendeu?
Não sei como não voou um grampeador em direção a minha cabeça, mas a minha lógica tipo Sr. Saraiva de explicar os temas da vida ficou conhecida. E apesar disso, ela fez a seguinte pergunta pra mim hoje:
- Rê, o que faz um diretor?
- De acordo com o dicionário (embasamento linguístico na explicação), o diretor é aquele que dirige.
Pronto, falei.
E que não reclamem das minhas explicações!!!
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Renata **LindaRe**
às
14h41
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